quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Como seria se existisse Myspace na década de 70?



Após um ano de espera e espectativa eis que sai mais uma edição do webtv, ou videocast, Sandália e Meia - Jornalismo Musical e Opinião.

Desta vez eu pergunto "como seria se na década de 70 existisse o famigerado MYSPACE?". Tento imaginar como cada músico construiria sua página.

O Programa está dividido em três partes. Na primeira eu falo sobre as páginas de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jorge Benjor, Nelson Motta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Rita Lee e Roberto de Carvalho.

Já na segunda parte aparecem Chico Buarque, João Gilberto, os Novos Baianos, os Secos e Molhados, Vinicius de Moraes, Toquinho, Tom Jobim e João Bosco.

E, por fim, na terceira parte é a hora de falar sobre o myspace de Elis Regina, Belchior, Alceu Valença, Sá, Rodrix e Guarabira e Raul Seixas. A intenção é um videocast por mês, este tem alguns problemas, que nas próximas edições estarão solucionados.

Gostaria de agradecer a ajuda do meu amigo Lucas Franco, da minha irmã Janice Oliveira e do meu cunhado Cristiano Guerra. Não deixe de visitar o meu
myspace. Lá você pode conferir algumas músicas minhas e coisas do gênero. Este programa foi feito como Deus Quis e o Diabo Deixou.

Parte 1





Parte 2





Parte 3






Maicou...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Quem não é fã da Mallu Magallhães?"


Música de elevador, de sala de espera e também para se ouvir na cadeira do dentista. As canções de Mallu Magalhães no início são até cativantes, mas não dá pra tolerá-las por muito tempo.

Música para adolescentes, feita por uma adolescente. Muitos podem achar que estou ficando louco, mas a coloco lado a lado com os rapazes do Nx Zero, cujo apelo junto ao público "teen" é grande. A diferença fica em relação a qual público alvo eles atingem.

Mallu Magalhães foi o que o mercado tanto esperava. A garota prodígio que virou sucesso na internet. Identificação com o público, publicidade barata, novidade, música pop, porém não convencional - um prato cheíssimo.

Certa vez, participei de uma oficina ministrada por Patrícia Tavares, proprietária da produtora 'Do Brasil Projetos e Eventos'. Ela comentou que um dos motivos fortes para a cantora Érika Machado fazer parte de sua empresa foi o marketing que ela tinha em Belo Horizonte.

Érika Machado pode ser considerada a precurssora de Mallu, pois também tem uma história de auto-produção musical, mas com a mineira a coisa foi mais doméstica.

Mallu Magalhães é pop, isso não dá pra negar e, em menos de um ano de carreira, tem música em comercial e disco embutido em celular - "é mole?". Deixou a Maria Rita e seus Ipods (Lembra? 2005? Segundo álbum? Críticos?) no chinelo.

Será que Camelo só fará canções para a Mallu agora? IH... Coitada da Maria Rita. Se isso acontecer, aí eu acho "paia". Pra finalizar, quem vai consolar o Hélio do Vanguart, pois eu jurava que ele quem iria ganhar o coração da mocinha monossilábica.

Aliás, já passou da hora de ela começar a falar, contruir orações completas, usar conectivos etc. Isso que dá só tc pelo msn e deixar msg em fotologs, na hora de falar pra valer a coisa não rola; ou será que, como na música, ela só dá entrevista se for em inglês? Fica a dúvida.


Tchubaruba - Mallu Magalhães






"After all the weekend, in a supposed calm
Sunday afternoon
At the moment she could see the moon
When I saw her she was just crying, under my favorite tree

I talked to her and I was trying, to show her what she couldn't see

Behind the flowers in a light she found the sun
Behind the sad I showed her the life is really fun
With some nature together we admire the birds
Collected some different leaves
We realized how amazing the world is...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba

Hey, ha, ho
There's no reason to hide
I could be kind a guide
I could be by her side

Yey, ya yo
She could be just with me
I would be grateful
I would feel... Yes I would feel really...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba
You can tchubadubada

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, yes, you can tchubaduba
Yes you can tchubaduba

Hey, ha, ho
There's no reason to hide
I could be kind a guide
I could be by her side

Yey, ya yo
She could be just with me
And I would be grateful
‘Cause I would feel... Yes I would feel really...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say, tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubadubada"

Maicou...

Meu grande amigo e parceiro musical Renan Cacossi solicitou à minha pessoa que escrevesse este post sobre a Mallu Magalhães. Ela já tinha sido citada aqui algumas vezes, mas nunca falei sobre suas músicas. Na verdade, quis fugir da euforia "Magalhânica", mas ela parece não parar, tão pouco passar.

O post de hoje surge paralelamente ao supranoticiano "affair" entre a adolesente e o ex-Los Hermanos Marcelo Camelo (ou seria Campelo?), mas é óvio que não era sobre isso que eu ia falar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Watching for Pigs on the wing!"



Neste post eu vou falar de duas obras que eu gosto bastante, recomendo e que têm muito em comum. Me refiro ao disco do Pink Floyd "Animals" (1977) e ao livro "A Revolução dos Bichos" (1945) escrito por George Orwell.

O álbum da banda inglesa foi inspirado nesta obra prima da literatura mundial e apresenta importantes peças musicais. Já o livro é uma fábula de crítica ao totalitarismo e toda e qualquer forma de dominação exercida em noma da liberdade - ou seja, pra lá de atemporal.

O disco tem 5 faixas e três delas são cheias de efeitos eletrônicos, experimentação,psicodelia e ultrapassam os 10 minutos (marcas do Pink Floyd), portanto não vá esperando músicas convencionais do mercado fonográfico.

Pigs on the wing (Parte 1) e Pigs on the Wing (Parte 2) abrem e fecham o disco respectivamente transmitindo a idéia de um contador de histórias - pelo menos na minha interpretação. As outras canções seriam a fábula em si, mas as composições não se estabelecem de tal maneira. Arrisco dizer que a obra se fundamenta em três pilares:

1 - As instituições. Guardiãs responsáveis pela manutenção e fidelidade de determinada condição (Música "Dogs");
2 - Os líderes. Inicialamente iguais ao restante da nação, mas que aos poucos atuam em favor do benefício próprio disfarçado de bem comum (Música "Pigs - Three Different Ones");
3 - Sheep. A massa que apenas recebe as informações, não raciocina e aceita, conformada, todas as decisões hierarquicamente superiores (Música "Sheep")

São interpretação de quem leu o livro e curte o disco, mas aconselho você a ouvir o
"Animals" , pois vale muito à pena. Mas não se esqueça de ler o livro, que também é muito bacana, e de comprar o disco original quando possível.

Pigs on the Wing - Pink Floyd






"If you didn't care what happened to me,
And I didn't care for you,
We would zig zag our way through the boredom and pain,
Occasionally glancing up through the rain,
Wondering which of the buggers to blame
And watching for pigs on the wing

...

You know that I care what happens to you,
And I know that you care for me too,
So I don't feel alone,
Or the weight of the stone,
Now that I've found somewhere safe
To bury my bone.
And any fool knows a dog needs a home,
A shelter from pigs on the wing"

Maicou...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Negro é Lindo! - Dia da Consciência Negra



No dia 20 de novembro é celebrado no Brasil o
Dia da Consciência Negra. Esta data foi escolhida, pois foi o dia em que Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares - foi morto.

A música brasileira deve muito aos povos africanos e de pele negra, já que esse papo de raça foi provado que é "balela". O que seria do samba se não fossem os negros? Não seria!

Nesta edição do Podcast Sandália e Meia eu reuní algumas músicas do mestre
Jorge Benjor que, como poucos, sabe cantar a beleza da cor negra. Sem nenhuma espécie de discriminação, Ben exalta as qualidades, a força e a história Negra.

Podcast Sandália e Meia (Dia da Consciência Negra - Jorge Benjor)






Aqui está o link para download do disco "Negro é Lindo" (1971) , uma amostra do trabalho genial de Jorge Benjor, mas assim que possível compre o disco pois vale à pena.


"Negro é lindo
Negro é lindo
Negro é amigo
Negro também é filho de Deus

Eu só quero queDeus me ajude
A ver meu filho nascer e crescer
E ser um campeão
Sem prejudicar ninguém porque

Negro é lindo
Negro é amor
Negro é amigo
Negro também é filho de Deus

Negro também é filho Deus

Preto velho tem tanta canjira
Que todo o povo de Angola
Que todo o povo de Angola
Mandou preto velho chamar eu quero ver

Preto velho dizer
Eu quero ver preto velho cantar e dizer

Negro é lindo
Negro é amor
Negro é amigo
Negro também é filho de Deus"

Maicou...


domingo, 16 de novembro de 2008

GOD SAVE THE QUEEN - Show must go on?


Pois então. Tentarei ser bem breve neste post. No último domingo, 16, o Fantástico noticiou o retorno da banda Queen aos palcos, inclusive ao Brasil.

Como todos devem saber, o principal nome do grupo Freddie Mercury faleceu há um bom tempo, mas quem assumirá os vocais será
Paul Rodgers.

Se essa parceria,
Queen + Paul Rodgers, dará certo, disso eu não sei, mas eu tenho um ponto de vista um tanto quanto ortodoxo quanto a esse retorno de bandas.

Puxa vida, o Queen, de verdade, era formado por John Deacon, Brian May, Roger Taylor e Freddie Mercury e, ao meu ver, qualquer retorno é "forçar a barra", principlamente porque o grupo já não se apresenta a mais de 15 anos.

Não digo isso apenas porque houve uma mudança no vocal - já que em casos, como com o ACDC, a sustituição foi bastante benéfica à banda autraliana - mas a voz e a imagem de Mercury estão impregnadas ao Queen. Não se separam.

Acredito que serão shows excelentes. Inclusive, em 2007, eu vi uma ótima apresentação cover de Queen, mas essa volta soaria muito melhor como um tributo do que como um retorno, propriamente dito, da banda.

Apenas mais um ponto. A maior parte das composições, pelo menos as consagradas, são de autoria de Freddie Mercury. Como vai ser daqui pra frente?

No mais, estes músicos estão sob pressão por ter que levar adiante o nome dessa importante banda. Para eles, o show tem que continuar e parece que os remanescentes do Queen não querem que ninguém os pare... pelo menos agora.

Under Pressure - Queen





Show must go on - Queen





Don't stop me now - Queen






"Tonight I'm gonna have myself a real good time
I feel alive
And the world is turning inside out Yeah!
And floating around in ecstasy
So don't stop me now
Don't stop me'

Cause I'm having a good time having a good time
I'm a shooting star leaping through the sky
Like a tiger defying the laws of gravity
I'm a racing car passing by like Lady Godiva
I'm gonna go go go
There's no stopping me
I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic man out of you

Don't stop me now
I'm having such a good time
I'm having a ball
don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all

I'm a rocket ship on my way to Mars
On a collision courseI am a satellite
I'm out of control
I am a sex machine ready to reload
Like an atom bomb about to
Oh oh oh oh oh explode

I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I'm gonna make a supersonic woman of you
Don't stop me, don't stop me
Don't stop me, hey hey hey!
Don't stop me, don't stop me ooh ooh ooh (I like it)
Don't stop me, don't stop me
Have a good time, good time
Don't stop me, don't stop me"

Maicou...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Por onde anda Augusto Licks?



Vocês sabem quem é Augusto Licks? Ele participou não só da época áurea dos Engenheiros do Hawaii como foi um dos responsáveis por ela.

Assumiu magnificamente a guitarra e proporcionou um salto de qualidade no som da banda. Licks, que também é jornalista, foi guitarrista dos Engenheiros em 7 discos.

São eles: A Revolta dos Dândis, Ouça o que eu digo não ouça ninguém, Alívio Imediato, O papa é pop, Várias Varaiáveis, GLM e Filmes de Guerra Canções de Amor.

Na contra mão do Rock, Augusto Licks se apresentava de sapatos, calça e blusa sociais (camisa abotoada até o último botão).

Óculos e cabelos curtos devidamente penteados e sem nenhum fio fora do lugar, devidamente controlados por um poderoso gel capilar. Augustinho era estremamente sossegado e quase não chamava a atenção nas apresentações ou nas entrevistas, ora bolas que guitarrista é esse?

Após a conturbada e até hoje não esclarecida saída dos Engenheiros, o paradeiro de Augusto tornou-se um mistério. Há comunidades no Orkut perguntando
Por onde anda Augusto Licks? - tamanho é o mistério.

Após uma apuração meramente jornalística investigativa eu consegui o áudio de uma entrevista de Augusto Licks
concedida à rádio Guaíba de Porto Alegre. Para ampliar o mistério, ele não foi à emissora, sendo entrevistado pelo telefone.

Há quem diga que ele é o personagem mascarado Kiabbo do programa 15 Minutos da MTV, mas eu duvido por causa do sotaque. Confira agora o estilo deste grande guitarrista e nos ajude a desvendar este mistério.

Nei Lisboa, Augusto Licks, Wander Wildner e Julio Reny - Filme "Deu pra ti anos 70" (1981)





Entrevista do Lançamento do "A Revolta dos Dândis" - Primeiro disco de Augusto Licks nos Engenheiros





"Pra Entender" - Engenheiros do Hawaii (Filmes de Guerra Canções de Amor)






"Pra entender
Basta um tapa num cigarro
Uma olhada no mapa do Brasil
Uma caminhada por qualquer caminho
Um carinho qualquer

Basta ver o que não se enxerga
O que só se enxerga nos olhos deuma mulher
Basta olhar pro que acontece
Esteja onde estiver

Pra entender
Pra entender
Nada disso é tudo
Tudo isso é fundamental

Pra entender
Basta a cara e a coragem
A cor, o corpo,o coração
A cor, o corpo, o coração
Uma canção da banda preferida
Uma descida ao porão

Seis pilhas pr'o meu rádio
Seis minutos pra canção
Basta olhar pro o que acontece
Aconteça o que acontecer

Pra entender, pra entender
Nada disso é tudo
Tudo isso é fundamental

Pra entender
Basta uma noite de insônia
Um sonho que não tem fim
Um filme sem muita graça
Uma praça sem muito sol

Seis cordas pra guitarra
Seis sentidos na mesma direção
Seiscentos anos de estudo
Ou seis segundos de atenção"

Maicou...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Trem de Mineiro



E aí galera! Aproveitando que segunda-feira eu fiz a minha primeira viagem de Trem, resolvi gravar este podcast sobre músicas que falam sobre este peculiar meio de transporte.

Durante toda a viagem de Belo Horizonte para Ipatinga, através da Estrada de Ferro Vitória-Minas, percebi que Trem não é coisa de músico mineiro apenas.

São inúmeras as canções sobre ferrovias. Reuni e tentei destacar algumas delas (pelos menos as que me vieram à lembrança). Conto com a participação de vocês à respeito de músicas que tenham ficado de fora.

Podcast Sandália e Meia ( Músicas sobre Trem)





"O Trem corre no Trilho da Central do Brasil"

Maicou...