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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Como seria se existisse Myspace na década de 70?



Após um ano de espera e espectativa eis que sai mais uma edição do webtv, ou videocast, Sandália e Meia - Jornalismo Musical e Opinião.

Desta vez eu pergunto "como seria se na década de 70 existisse o famigerado MYSPACE?". Tento imaginar como cada músico construiria sua página.

O Programa está dividido em três partes. Na primeira eu falo sobre as páginas de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jorge Benjor, Nelson Motta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Rita Lee e Roberto de Carvalho.

Já na segunda parte aparecem Chico Buarque, João Gilberto, os Novos Baianos, os Secos e Molhados, Vinicius de Moraes, Toquinho, Tom Jobim e João Bosco.

E, por fim, na terceira parte é a hora de falar sobre o myspace de Elis Regina, Belchior, Alceu Valença, Sá, Rodrix e Guarabira e Raul Seixas. A intenção é um videocast por mês, este tem alguns problemas, que nas próximas edições estarão solucionados.

Gostaria de agradecer a ajuda do meu amigo Lucas Franco, da minha irmã Janice Oliveira e do meu cunhado Cristiano Guerra. Não deixe de visitar o meu
myspace. Lá você pode conferir algumas músicas minhas e coisas do gênero. Este programa foi feito como Deus Quis e o Diabo Deixou.

Parte 1





Parte 2





Parte 3






Maicou...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Latino... o Justin Timberlake brasileiro?


A maior parte do crédito deste post eu transfiro para o meu grande amigo Lucas Emanuel Franco Almeida, conhecido por muitos como Lucas Vizinho.

No último sábado, dia 18 ele afirmou com sabedoria - "O Latino é o Justin Timberlake brasileiro!".


A muito eu não me deparo com tanta propriedade em uma só afirmação. Nem adiantam reclamar as fãs do Justin, pois é verdade. Aliás, os fãs de Latino, so os conheço bem, devem ter adorado a tal comparação.

Vamos ao que interessa:

- Ambos se destacam pela dança. São excelentes dançarinos;
- Ambos são artistas da música pop/dançante;
- Ambos levam as mulheres ao delírio;
- Ambos usam um chapéu, que, graças a eles, virou moda;

- Ambos são empresários do ramo do entretenimento. Se Justin produz artistas como ele próprio e, também, a Madonna, Latino é o responsável por trazer vários hits das baladas européias para o Brasil;

- Ambos estabelecem parcerias de sucesso na música. Se Justin se une à Madonna e Timbeland, Latino sempre conta com seus parceiros Perla e Buchecha;

- Ambos tiveram namoradas loiras, símbolos sexuais, cantoras do gênero pop e sofreram uma forte desilução amorosa, cada um com a sua respectiva. Justin afirmou que Britney Spears não era mais virgem e Latino cantou para todo mundo ouvir que Kelly Key já foi mais humilde.

Ainda restam dúvidas...? Seria Latino, o Justin Timberlake brasileiro?


Sem Noção - Latino






Let me talk to you/My Love - Justin Timberlake







"Olha, sem noção
Meu irmão!
Que Avião! eeh! Que Tesão! Nossa!
Que Balão! Que Melão!Que Capusão! E tudo Ão!...

Ela tá de mala cheia
Vou articular
Vai cair na minha teia
Se me ver chorar
Vou dar uma de tadinho
Prá ela consolar
E no enganation do chorinho
Eu vou acasalar...

Que Balão! Que Melão!Que Capusão!
É tudo Ão!...
Que Balão! Que Balão!
Que Melão! Que Balão!...

Tô sem noção, tô sem noção
A mulherada toda
Tá pirando o cabeção
Tô quebrando até embaixo
Rebolando até o chão

E os cuecas
Só na pista de plantão
Meu trunfo é o sete
Ninguém me pega
E no enganation do chorinho
Eu passo a régua
Elas sempre têm peninha
Quando escutam o meu refrão
E no final da noite
Eu tô de boca no melão...

Vou lotá, vou lotá
Eu vou lotá...

...

Ain't another woman that can take your spot my-
If I wrote you a symphony,
Just to say how much you mean to me (what would you do?)
If I told you you were beautiful
Would you date me on the regular (tell me, would you?)
Well, baby I've been around the world
But I ain't seen myself another girl (like you)
This ring here represents my heart
But there's just one thing I need from you (say "I do")

Yeah, because
I can see us holding hands
Walking on the beach, our toes in the sand
I can see us on the countryside
Sitting on the grass, laying side by side
You could be my baby, let me make you my lady
Girl, you amaze me
Ain't gotta do nothing crazy
See, all I want you to do is be my love
(So don't give away) My love
(So don't give away) My love
(So don't give away) Ain't another woman that can take your spot, my love
(So don't give away) My love
(So don't give away) My love
(So don't give away) Ain't another woman that can take your spot, my love
Ooooh, girl
My love
My love... "

Maicou...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"China made in Brazil"



O negócio é o seguinte. Não conheço muito bem o trabalho deste rapaz, mas vi algumas entrevistas, apresentações (ao vivo) e escutei algumas músicas compostas ou interpretadas por ele e gostei bastante. Seu nome é China, mas ele é daqui mesmo.

Por ser de Recife e ter se iniciado na música durante os anos 90, ele pode ser tachado de um músico do movimento 'Mangue Beat'. Sem desfazer da cena imortalizada por Chico Science, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e mais recentemente por Cordel do Fogo Encantado e Mombojó, mas, a meu ver, China também tem muito da Jovem Guarda.

Como ele mesmo disse, essa coisa de rotular é pra jornalista e na verdade seu som tem traços do maracatú, do samba, de eletrônico, do funk/rock, ou seja, tem muito do 'Mangue Beat'. Fica a dica, pois seria muita pretensão e ignorância da minha parte tentar rotular a música de China.

Uma coisa eu digo! Esta é uma ótima novidade, um trabalho muito bacana e o melhor, contra os produtos piratas lá da China você pode fazer o download dos trabalhos e assistir vídeos do China, gratuitamente, direto de seu website
. Outro detalhe importante é o casamento perfeito de seu sotaque com suas canções. Confira!

"Canção que não morre no ar" - China






"Sintonize o seu rádio
procure em alguma estação
se eu entrar nos seus ouvidos
acelero seu coração.

Mas não esqueça de mim
agora eu corro com o vento
você não pode me ver
me guarde no pensamento.

Minha voz vai se espalhar no ar
cada verso que eu cantar
os falantes te lembrarão
minha voz é canção que não morre no ar.

Nunca mais vou te deixar
pois agora sou uma canção"

Maicou...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Acústico MTV - "As flores de plástico não morrem"!


Um dos temas mais comentados por mim, o acústico MTV, volta a ser assunto neste blog. "Quem nunca ouviu alguma canção gravada no formato desplugado"?

Seja nas rádios, seja em Mp3, seja em CD, seja em rodinhas de violão, este fenômeno já tomou conta do país. Os principais nomes da música pop tupiniquim já se renderam ao banquinho e ao clima "intimista" desta produção da MTV Brasil.

No início, o empreendimento seria apenas um programa de emissora musical. Ele exibiria shows dos principais artistas brasileiros sem todos os aparatos eletrônicos e bem próximo aos fãs. Em 1992, a banda responsável por inaugurar a atração foi a Legião Urbana.

O trio liderado por Renato Russo tocou músicas dos discos lançados até aquele momento, inclusive algumas faixas do recém lançado V (Cinco). Além disso, os rapazes executaram três versões de músicas em inglês. A apresentação foi bastante simples - apenas dois violões e uma bateria – e nem contou com requinte decorativo.


Índios - Legião Urbana





O disco ‘Acústico MTV – Legião Urbana’ foi lançado apenas 1999 quando o potencial mercadológico do formato acústico começou ganhar espaço. "Mas como isso começou"? A MTV Brasil queria, através deste programa, atrair um novo público para o canal. Talvez um público mais velho ou o público de artistas da década de 70 e da MPB.

A intenção era investir em um projeto grandioso e impressionante. Os maiores cantores brasileiros acompanhados de uma orquestra, interpretando canções em um formato inédito. O fato de se apresentarem sentados para uma platéia restrita, também sentada, daria o ar de sofisticação e intimidade que o formato pretendia transmitir.


Não Identificado – Gal Costa





O ‘Acústico MTV – Gal Costa’ vai nessa onda e mostra todo o capricho na produção de tal espetáculo. Nesta versão de ‘Não Identificado’, composição de Caetano Veloso, gravada por ela em 1968 há uma mostra da grandeza que envolvia o show.

A mescla de instrumentos eruditos, como o contra-baixo acústico, os violinos, os violãocelos, o piano, ao intrumento mais popular do Brasil que é o violão era e ainda é o charme do Acústico MTV. É um "mix" de possibilidades, quse um abraço entre o imaginário e o que está ao alcance das mãos.

Expresso 222 – Gilberto Gil





Seguindo a mesma tendência, o ‘Acústico MTV – Gilberto Gil’ contou com o renome de um dos principais compositores e artistas desta nação tropical. Por falar nisso, os tropicalistas, aparentemente, eram o foco da sucurssal brasileira da emissora para o sucesso de tal projeto.

Outra coicidência era o gosto pelos baianos, pois outro músico consagrado a gravar canções no formato desplugado foi o “ex-novo baiano” Moraes Moreira. Em seu acústico ele cantou sucessos como ‘Acabou Chorare’, ‘Pombo Correio’ e ‘Mistério do Planeta’.

Flores – Titãs (Participação: Marisa Monte)





Mas o verdadeiro “BOOM” deste formato, deste programa, desta idéia, e o responsável por tornar tudo isso uma tendência foi o famigerado 'Acústico MTV – Titãs', popularmente chamado de 'Titãs Acústico'. Com participações especiais de artistas como Marisa Monte, Fito Paes, Marina Lima e Rita Lee, o álbum conquistou o país com os sucessos ‘Flores’, ‘Prá dizer adeus’, ‘Homem Primata’, ‘Os cegos do Castelo’, ‘Comida’ entre outros.

O especial foi lançado em CD e tornou-se um sucesso de crítica, público e, principalmente, vendas. Foi surpreendente, para muitos, ver uma banda consagrada por fazer um som mais agressivo, mais pesado, com fortes influências punks e eletrônicas, tocar com violões, baixolão, todos muito bem comportados em seus banquinhos – já que suas apresentações eram pra lá de agitadas.

O disco não só deu novo gás, deu evidência e trouxe o grupo de volta ao mercado, como alavancou o formato acústico como um excelente produto que só precisava ser lapidado. Ao meu ver, foi para o desenvolvimento desse ideal, a partir do sucesso deste álbum, que os homens fortes da MTV Tupiniquim direcionaram seus planos.


Luz del Fuego – Rita Lee (Participação: Cássia Eller)





A primeira tentativa parecia tentar manter a idéia inicial. Foi convocada a principal representante mulher do rock nacional para esta missão. 'Acústico MTV – Rita Lee' fez relativo sucesso, agradou o público, mas ainda não alcançava o fenômeno titânico anterior.

Com participações de Cássia Eller, Paula Toller, os próprios Titãs e Milton Nascimento, o álbum traz os sucessos ‘Mania de Você’, ‘Desculpe o Auê’, ‘Doce Vampiro’, ‘Flagra’, ‘Balada do Louco’ e ‘Lança Perfume’.

Não faltaram músicas aclamadas e acredito que foi isso que sustentou a repercussão positiva do CD, pois as versões anteriormente gravadas eram superiores. “Mas o que fazer para corrigir isso?” – Ingadaram os empresários e produtores da MTV Brasil.


Além do Horizonte – Robertos Carlos





Uma cartada da emissora musical foi chamar para seu time desplugado o rei, ele mesmo, Roberto Carlos (Inclusive, vocês sabiam que ele tem uma perna mecânica?). O 'Acústico MTV – Roberto Carlos' foi envolvido por muita polêmica por vossa majestade ter um contrato de exclusividade com a Rede Globo de televisão.

A MTV Brasil tentou dar um clima mais jovem ao show com a participação de Samuel Rosa do ‘Skank’ em ‘É proibido fumar’ e Toni Beloto em ‘É preciso saber viver’. Tal qual o acústico de Rita Lee, o álbum foi sustentado pelos sucessos já citados e ‘Por isso corro demais’, ‘Todos estão surdos’, ‘Emoções’, ‘Detalhes’ e ‘O Calhambeque’. “Já convidamos a Rainha do Rock e o Rei da música, o que falta?” – Pensavam todos da Music Television Brasil.

Carícias - Art Popular





A emissora fez uma aposta no pagode como uma forma de atrair mais público para o canal e, também, como uma maneira de aproveitar a onda do gênero no país - na época. O ‘Acústico MTV – Art Popular’ foi muito bem produzido, foi bastante caprichado, mas passou longe das espectativas mercadológicas tanto do grupo quanto da MTV Brasil.

O 'Acústico MTV – Paralamas do Sucesso' parece ter conseguido mostrar o que é preciso para o formato acústico. Tal qual o especial dos Titãs, o disco dos Paralamas apresenta uma banda da década de 80 interpretando versões muito diferentes das originais, em arranjos feitos especialmente para o álbum.

A produção caprichosa do figurino (todos de vermelho) casada com a decoração sofisticada deram o ar da graça desse show. O sucesso da Legião Urbana ‘Que país é esse’ foi o carro chefe’ que puxou hits como ‘Selvagem’, ‘Caleidoscópio’, ‘Lorinha Bom Bril’ e o pout porri ‘I feel Good / Sossego’ de James Brown e Tim Maia respectivamente.


A partir daí foi aberto o caminho para a MTV Brasil chegar à formula de sucesso esperada, mas essa história é reservada a outro capítulo. Não perca!


Meu Erro – Os Paralamas do Sucesso (Participação: Zizi Possi)






"Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas

Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado

Bastaria
Oh meu deus era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais

Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros

Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás



Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado

Bastaria
Oh meu deus era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais"

Maicou...

Continua...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Alucinação


Esta edição do "Podcast Sandália e Meia" é sobre o disco "Alucinação". Lançado em 1976, este álbum de Belchior pode ser considerado um dos principais LP's do cantor e compositor cearense.

A marca do disco é a simplicidade das melodias, o arranjo caprichado e cuidadoso das faixas e as letras provocadoras e o existêncialismo sertanejo de Belchior.

Podcasting Sandália e Meia (Belchior - Alucinação)





01 - Eu sou apenas um rapaz latino americano
02 - Velha roupa colorida
03 - Como nossos pais
04 - Sujeito de sorte
05 - Como o diabo gosta
06 - Alucinação
07 - Não leve flores
08 - À palo seco
09 - Fotografia 3 x 4
10 - Antes do Fim

"O meu delírio é a experiência com coisas reais
Amar e mudar as coisas me interessa mais"

Maicou...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Kiss... o Secos e Molhados yankee?


De volta com a brincadeira "Fulano, o Cicrano brasileiro", eu falo hoje sobre um grupo da década de 70 que fez história e até hoje deixa saudades em seus fãs órfãos. Em apresentações pra lá de performáticas, ele executa músicas animadas, que falam sobre amor e também o bom e velho rock and roll.

Mas o que imortalizou este grupo na memória de todos foi a maquiagem. Não estou falando do Pablo do programa "Qual é a música", nem, infelizmente, da Ellen Roche. Com pinturas faciais que caracterizavam e deixavam anônimos os músicos esta banda fez muito sucesso.

Você sabe de quem estou falando? Seria o Secos e Molhados, o Kiss brasileiro? Opa, peraí! Não seria o Kiss, o Secos e Molhados estados-unidense?

Flores Astrais - Secos e Molhados





Plaster Caster - Kiss





Reza a lenda que, ao contrário do que se vê muito hoje, foram os rapazes de lá, os yankees dos Estados Unidos que copiaram o estilo de Ney Matogrosso e sua turma. Ponto para os brazucas, que com uma simples idéia conseguiram causar bastante impacto.

Tá certo que o impacto também era sonoro, pois as duas bandas são muito boas, mas não é todo dia que a gente vê três homens rebolando, um cara cantando absurdamente bem e agudo com penas pelo corpo.

Por outro lado, não é todo dia que a gente vê uma língua monstruosa saindo da boca de um baixista, nem um show pirotécnico espetacular com uma grande banda acompanhando ao vivo.

Sangue Latino / O Vira - Secos e Molhados





Hard Luck Woman - Kiss





Mas a verdade é que os grupos tem muitas diferenças, principalmente sonoras. Os brasileiros têm músicas existêncilistas, críticas, com forte traço regional e acústico. O Secos e Molhados brinca com o lado fantasioso e discute os mistérios da vida.

A banda beijo, por sua vez, faz o rock tradicional. Com a temática, mulher, som, festa, o Kiss passa a sua mensagem de energia, sentimento e muita euforia. Seria o Kiss, o Secos e Molhados estados-unidense?


Amor - Secos e Molhados





Rock and Roll all Night - Kiss






"Leve como leve pluma.
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.

Ah, simples e suave coisa.
Suave coisa nenhuma.
Suave coisa nenhuma

Sombra silêncio ou espuma.
Nuvem azul
Que arrefece.

Simples e suave coisa.
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece

...

You show us everything you've got
You keep on dancin' and the room gets hot
You drive us wild, we'll drive you crazy

You say you wanna go for a spin
The party's just begun, we'll let you in
You drive us wild, we'll drive you crazy

You keep on shoutin', you keep on shoutin'

I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day

You keep on saying you'll be mine for a while
You're lookin' fancy and I like your style
You drive us wild, we'll drive you crazy

You show us everything you've got
Baby, baby that's quite a lot
And you drive us wild, we'll drive you crazy

You keep on shoutin', you keep on shoutin'

I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll"

Maicou...

sábado, 23 de agosto de 2008

Deixa o verão pra mais tarde


Uma das minhas músicas favoritas dos Los Hermanos chama-se "Deixa o Verão". Composição de Rodrigo Amarante (Foto), ela faz parte do disco "Ventura", lançado em 2003.

O bacana da canção é o deboche. Tudo nela é despretencioso - a letra, o tema, a forma de abordar, a harmonia, a interpretação de Rodrigo. Daí vem a graça, o algo mais.

Como eu já li certa vez, não me lembro se foi declaração do Amarante, é uma canção sobre preguiça, vontade de não fazer nada, não se preocupar com as coisas, deixar pra lá, deixar o verão pra mais tarde.

É como diz Galvão (Novos Baianos) - "A gente pensa muito em fazer as coisas legais e às vezes 'embanana' tudo. Mas só a gente parar e deixar pra lá que tudo volta a ser feito legal, só porque a gente deixou pra lá. O deixar pra lá é quente".


Mariana Aydar - Deixa o Verão





Esta versão da intérprete Mariana Aydar reforça a intenção da música, o vídeoclipe então, nem se fala. Apesar de eu preferir a gravação dos "Irmãos", "Deixa o Verão" na voz de Mariana ganhou muito charme, só faltou a idéia do "deixar pra lá".

A música, tocada pelos Los Hermanos", tem um pouco daquelas canções de circo, uma pegada de guitarra bacana e um clarinete marcante - sem falar na voz arrastada do Amarante. No mais o refrão são só ruídos, quase gemidos de quem não quer acordar ou sair do sofá.


Los Hermanos - Deixa o Verão






"Deixa eu decidir se é cedo ou tarde
Espere eu considerar
Ver se eu vou assim chique à vontade
Igual ao tom do lugar

Enquanto eu penso você sugeriu
Um bom motivo pra tudo atrasar
E ainda é cedo pra lá
Chegando às 6 tá bom demais
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah


Não to muito afim de novidade
Fila ou banco do bar
Considere toda a hostilidade
Que há da porta pra lá

Enquanto eu fujo você inventou
Qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
Esse sofá ta bom demais
deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah

E eu digo "cá" entre nós
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah"

Maicou...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Terra


E aí pessoal! Já vestiram sandália e meia? Hoje eu coloco à disposição de vocês o podcasting "Sandália e Meia" sobre o disco "Terra" do trio Sá, Rodrix & Guarabira. Um dos discos mais importantes da música brasileira e o primeiro que eu conheci dos três.

Como já é característico do trio eles abordam bastante a temática campestre. Com ironia, deboche, bom humor e espírito boêmio, eles formam uma obra rica em detalhes e simples ao mesmo tempo. Talvez isso seja o que muitos chamam de sofisticação.


Podcasting Sandália e Meia (Sá, Rodrix & Guarabira - Terra)





01 - Os anos 60
02 - Desenhos no jornal
03 - Mestre Jonas
04 - Blue Riviera
05 - Adiante
06 - Pindurado no Vapor
07 - O pó da estrada
08 - O Brilho das pedras
09 - Até mais ver


"E ele diz que está comprometido
E ele diz que assinou o papel
que vai mantê-lo dentro da baleia até o fim da vida
Até subir pro céu"

Maicou...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Diálogo - Sinal Fechado (Paulinho da Viola)


- Olá Pessoal!
- Boa noite, bom dia, não importa!

- Não importa o que eu tenho a dizer, mas não posso evitar de contar

- Já passei dos 20 poucos anos
- Já passou das 22 horas
- Já passou, já passou, não esqueci da conversa esperando o sinal

- Um sinal para nos encontrar
- Um reencontro escrito por deuses
- Uma história repleta de indícios ou só coincidência

- Coincidência, pode ser acaso,
- Quem sabe... acaso
- Um caso


Samba da Rosa / Sinal Fechado / Mais um Adeus - Toquinho





- Na TV a verdade é novela
- Quem é refém de quem afinal?
- Se a vida nas grandes cidades são cheias de escravos

- Um retrato no vidro fumê
- E a pressa de quem vai a cem
- 100 por hora, sem tempo para uma conversa de esquina

- Uma sina estes desencontros
- Sem razão, nem motivo aparente
- Sem um beijo de despedida ou um aperto de mão

- Só fumaça de gasolina
- Cortina
- De Pó

Sinal Fechado / Transversal - Elis Regina





- Até mais, até mais outro dia
- Obrigado não deixe de ler
- Afinal não é sempre que este sinal é fechado pra nós

- Tenho ouvido muitos discos
- Conversado com quase ninguém
- Só Rodrix, Antônio José, Paulinho e a sua viola

- Não é sempre que saio de casa
- Tão pouco pra conversar
- Aproveito o semáforo e vejo se encontro os amigos

- Bons amigos

- Que aquela luz verde
- Impediu


Sinal Fechado - Paulinho da Viola






"Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...

Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)

Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...

Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus..."

Maicou...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Novos Baianos F.C.


Mais uma edição do podcasting "Sandália e Meia - Jornalismo Musical e Opinião". Desta vez eu comento o disco Novos Baianos Futebol Clube. O álbum, lançado em 1973, é uma das principais obras do grupo da década de 70 e trava uma disputa simbólica com o "Acabou Chorare" pelo título de melhor disco dos Novos Baianos.

Na comunidade do
orkut, você pode votar no seu preferido. Esse álbum mescla o samba, o choro, o rock e uma porção de coisas. Com letras belíssimas e arranjos bastante caprichosos, esse disco é que posso chamar de sensacional.

Podcasting Sandália e Meia (Novos Baianos - Novos Baianos F.C.)





01 - Sorrir e cantar como Bahia
02 - Só se não for brasileiro nessa hora
03 - Cosmos e Damião
04 - Samba da minha terra
05 - Vagabundo não é fácil
06 - Com qualquer dois mil réis
07 - Os pingo da chuva
08 - Quando você chegar
09 - Alimente
10 - Dagmar


"Vá se arranque da minha janela
Assim é tomar a frente do Sol
Tá pensando que tudo é futebol?"

Maicou...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Se o caso é chorar


Opa! OPodcasting "Sandália e Meia" vai comentar um disco do cantor e compositor Tom Zé. "Se o caso é chorar" foi lançado em 1972 e carrega toda inteligência musical deste baino de Irará. Com letras debochadas, bem homoradas e outras mais sérias Tom Zé estabelece uma grande obra da MPB brasileira.

Nesta edição eu faço comentários e exibo trechos das canções do "Se o caso é chorar". Com certeza vale muito a pena escutar e ter esse álbum. Você, também, não deve deixar de acompanhar o podcasting, mas antes vista sua sandália e sua meia.


Podcasting Sandália e Meia (Tom Zé - Se o caso é chorar)




01 - Happy end
02 - Frevo (Pecadinho)
03 - A babá
04 - Menina, amanhã de manhã (O sonho voltou)
05 - Dor e dor
06 - Senhor cidadão
07 - A briga do edifício Itália com o Hilton Hotel
08 - O anfitrião
09 - O abacaxi de Irará
10 - O sândalo
11 - Se o caso é chorar
12 - Sonho colorido de um pintor


"Você fala que sim
Que me compreende"

Maicou...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Vamos falar de música?


Olá garotinhos e garotinhas! Em mais uma publicação do blog “Sandália e Meia” vou falar sobre a “Discoteca MTV”. Esta série de programas é exibida na MTV Brasil desde 2007 e está em sua segunda temporada.

Ela conta a história de discos marcantes de renomados artistas da música brasileira, especialmente das décadas de 80 e 90. A série traz depoimentos dos músicos, de jornalistas, de produtores, de escritores e de outros artistas.

As declarações fazem uma análise dos álbuns, do contexto histórico e artístico em que eles foram produzidos, das coisas curiosas, dos problemas e das situações engraçadas que envolvem o processo de gravação e divulgação de um disco.


Legião Urbana - Dois








A série “Discoteca MTV” é muito bacana, principalmente para os músicos iniciantes, pois transmite a experiência de muitos artistas. O programa aborda o lado conceitual, artístico e estético dos discos. Fala da repercussão e do impacto dos álbuns.

Com uma linguagem próxima dos documentários, o programa faz revelações e prende a atenção dos espectadores. Para os fãs é um “prato cheio”, mas para aqueles que não são, esta é uma boa oportunidade de conhecer o trabalho de determinado artista ou banda.


Titãs – Cabeça Dinossauro








Confira quais discos fizeram parte da primeira temporada:

Arnaldo Batista (história do grupo Os Mutantes, de 1968)
Evandro Mesquita (explosão de "Aventuras da Blitz", de 1982)
Lobão (gravações do "Ronaldo foi pra Guerra", de 1984)
Lulu Santos (com "Tempos Modernos", de1982)
RPM (com "Revoluções por Minuto", de 1985)
Ultraje a Rigor (com "Nós vamos invadir sua praia", de 1985)
Titãs (com "Cabeça de Dinossauro", de 1986)
Legião Urbana (com "Dois", de 1986)
Ira! (com "Vivendo e não aprendendo", de 1986)
Chico Science e Nação Zumbi (com "Da Lama ao Caos", de 1994)
Planet Hemp (com "Usuário", de 1995)

Na segunda temporada, discos como o “Samba Poconé” do Skank, “A Revolta dos Dândis” dos Engenheiros do Hawaii, “Isopor” do Pato Fu, o primeiro disco do Raimundos, “Selvagem?” dos Paralamas do Sucesso, entre outros, foram o foco da “Discoteca MTV”.


Os Paralamas do Sucesso – Selvagem?








A graça da série está em lembrar discos que marcaram gerações e comparar as impressões bem particulares de quem escuta o álbum com as idéias de quem compôs e ou produziu o disco. Embora a obra carregue a individualidade do artista, ela acaba se universalizando.

Além disso, é curioso perceber as noções que envolvem a confecção de um disco, as dúvidas, as intenções, as experimentações e os possíveis erros. Sem contar na clareza e na consciência das interpretações que aparecem anos depois, ou seja, muito do que é feito é emocional.


Pato Fu - Isopor








"Você sabe que a mulher tem um apetite sexual
Dez vezes maior que o seu?
Amigo meu.

Você pode passar uma semana inteira
Resguardando a fronteira do lar
Mas ela sempre quer mais
Mas ela sempre faz mais que você!

Por isso é que o filho é mais dela
Por isso é que o filho é mais dela
Você traz a comida
Mas a panela é dela!"

Maicou...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Filmes de Guerra, Canções de Amor


Opa! Beleza pura? Apresento a vocês mais uma edição do podcasting "Sandália e Meia - Jornalismo musical e opinião". Desta vez eu falo sobre o disco "Filmes de Guerra, canções de amor" - lançado em 1993 pelos Engenheiros do Hawaii.

Gravado na sala Cecília Meireles, este foi o segundo álbum ao vivo do grupo - último com a formação Gessinger, Licks e Maltz.

O disco traz releituras de canções renomadas do trio, novos arranjos para músicas "lado B" e a participação de músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira em três faixas (arranjadas por Wagner Tiso). Além disso, o projeto "semi-acústico" conta com quatro canções inéditas.


Podcasting Sandália e Meia - Engenheiros do Hawaii (Filmes de Guerra, Canções de Amor)






"Filmes de Guerra, Canções de Amor"

01 - Mapas do Acaso
02 - Além dos Outdoors
03 - Pra Entender
04 - Quanto Vale a Vida
05 - Crônica
06 - Pra ser Sincero
07 - Muros & Grades
08 - Alívio Imediato
09 - Ando Só
10 - O Exército de um Homem Só
11 - Às Vezes Nunca
12 - Realidade Virtual


"Os dias parecem séculos,
Quando a gente anda em círculos
Seguindo ideais ridículos
De querer, lutar e poder

As roupas na lavanderia,
O analista pesseando na Europa
As encomendas da Bolívia
E na foto um sorriso idiota

Os dias parecem séculos
E se parecem uns com os outros
Como enfermeiras nos filmes de guerra
E violinos nas canções de amor..."

Maicou...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Lei seca não atinge a música


De uns tempos pra cá não se fala em outra coisa, a não ser na "danada" da lei seca. Como todos já devem saber, foi estabelecida a tolerância zero ao motorista que consome bebidas alcoólicas antes de dirigir.

Muitas dúvidas ainda existem. De um lado há os que defendem a lei, de outro os que são contra e também há os que argumentam por uma reformulação na legislação. Mas não é bem sobre isso que vou falar hoje.

A música tem inúmeros exemplos de artistas que adoram uma cervejinha ou outra bebida alcoólica. Reza a lenda que o conhaque ajuda a esquentar a voz, além de que, uma boa bebida pode ajudar na desenvoltura do artista.

Certa vez, eu participei de um festival de bandas e levei minha lata de cerveja para o palco. Entre uma música e outra eu dava um gole na "cerva", até que com a empolgação, causada pela resposta do público ao show, eu levantei o braço com a lata na mão.

No fim da apresentação, um dos jurados comunicou que não gostou da atitude e que iria tirar ponto da banda. Ele acredita que o consumo de bebida alcoólica não pode ser feito antes, nem durante as apresentações. Como seria se uma espécie de "Lei Seca" fosse implantada no cenário musical?



Pinga - Pato Fu




Zeca Pagodinho é um dos principais representantes da classe de artistas que gostam de uma cervejinha. Aliás, a lista é enorme e é formada por nomes como Chico Buarque, Rodrigo Amarante e passa pelos rapazes da banda Cachorro Grande.

Fora os artistas que bebem, o que não faltam são canções que fazem referência ao consumo de bebidas alcoólicas. "Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno", "Eu bebo sim... e tô vivendo. Tem gente que não bebe e tá morrendo" e "se eu quiser fumar eu fumo, se eu quiser beber eu bebo". Tomando a última música como referência, as coisas não são mais assim.

São inúmeros os exemplos - no Brasil e no exterior. Vai do samba, passa pelo axé, pelo rock, pelo pop e chega ao setanejo . Aliás, em 1997, um grupo de artistas deste gênero protagonizou uma campanha publicitária de uma determinada cerveja.



Os Amigos - Bavária






Não sei se vocês que estão lendo isso fazem a mesma referência, mas eu não consigo deixar de lembrar da música "Polícia" dos Titãs. Não, ela não fala sobre bebida, mas sobre a corrupção na polícia, do abuso do poder e da autoridade, coisa que muito se vê hoje, ainda mais com o advento da "lei seca".

"Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
te prender!

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia

Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!...

Voltando à idéia central do "post", uma música que também faz referência ao álcool chama-se "Bebendo Vinho". A canção é um sucesso do grupo paulistano "Ira!" e em uma possível "lei seca" da música ela seria parada, sopraria no bafômetro e seria acusada. Hoje em dia, devemos beber no máximo um suco de uva.


Bebendo Vinho - Ira!




Outra referência musical do gênero "música alcoólica" é o poeta Vinícius de Morais. Não é segredo pra ninguém que ele gostava de um bom whisky, aliás, ele e seu amigo Tom Jobim. Respeitado internacionalmente, o "poetinha" se apresentou no espetáculo "Musicalmente" consumindo uma boa garrafa de whisky.

Acompanhe duas canções deste espetáculo. A primeira é uma homenagem a ele "Samba pra Vinícius" e a segunda chama-se "Vai levando". Toquinho, Miúcha e Tom Jobim o acompanham na apresentação. Um brinde à boa música!






"Poeta, meu poeta camarada
Poeta da pesada,
Do pagode e do perdão
Perdoa essa canção improvisada
Em tua inspiração
De todo o coração,
Da moça e do violão, do fundo,

Poeta, poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer,
A vida é pra levar,
Vinícius, velho, saravá

...

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama

Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema

Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia

Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque

Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima

Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula!"

Maicou...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O sonho de ser "Vagabundo"


Vou escrever hoje sobre um disco bastante elogiado pela crítica especializada, mas que não repercutiu muito na “boca do povo” - falo do projeto
"Vagabundo".

Este disco, lançado em 2004, juntou o consagrado intérprete Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede, o último além é alguns anos mais novo, além de ser meu sósia.

O álbum traz uma riqueza fantástica de arranjos e releituras de músicas aclamadas. Com fortes traços regionais - como o maracatu e o baião - e marcante influência do samba, o disco “Vagabundo” é um trabalho maravilhoso e não é exagero.

As palavras até escapam na hora de descrevê-lo. Quem me apresentou a obra foi meu amigo Renan Cacossi, um flautista de “mão cheia”. No primeiro momento me interessei por músicas que já me eram mais íntimas como “Assim assado” e “Caio no Suingue”.

Mais tarde, ouvindo o segundo fruto do projeto, o cd “Vagabundo – ao vivo”, percebi a complexidade do trabalho, o capricho na execução e na escolha do repertório, além da sintonia entre todos os “vagabundos”. Não tem muito o que descrever e sim escutar.

É possível fazer o
download do disco, mas é fundamental privilegiar o disco original e o direito autoral. Portanto, baixe o álbum e se gostar compre-o quando possível.

Taí uma amostra deste projeto, a produção da música “Vagabundo”. Vale muito à pena conferir.





Este é o repertório do disco ao vivo:

01- A Ordem é Samba
02- Fazê o Quê?
03- Transpiração
04- Interesse
05- Soul
06- Assim Assado
07- Noite Severina
08- Balada do Louco
09- Vagabundo
10- Caio no Suingue
11- Jesus
12- O Mundo
13- Sangue Latino
14- Fé Cega, Faca Amolada

Curioso como este trabalho foi tão pouco valorizado ou divulgado, talvez tenha faltado algum “tribalista” no meio – “fazê o quê né?”.

Acompanhem o video da música “O Mundo”, composição de André Abujamra. Eu não gostei muito da montagem de fotos não, mas a canção é excelente.





"O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano e italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês e japonesa

O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire

O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado

O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que você me trata mal
Se eu te trato bem
Por que você me faz o mal
Se eu só te faço o bem

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas"

Maicou...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nx Zero, o Simple Plan brasileiro?


Resgato uma brincadeira do blog sandália e meia chamada “Fulano, o cicrano brasileiro”. A história é a seguinte: como a mídia brasileira tem a mania de comparar os músicos daqui com os estrangeiros, eu procuro os correspondentes tupiniquins aos artistas e às bandas de fora.

Em meio à onda EMO, eles são uma banda de rock super vaidosa. Cabelos cuidadosamente penteados, gel, chapinha, franja, piercing e roupas pretas formam uma espécie de neo-gótico/pop/de grife. Já ia me esquecendo do lápis nos olhos e do esmalte preto nas unhas.

Suas músicas falam de dor, do sofrimento, da perda do grande amor. São canções tristes mas que fazem muitos acharem graça. A impressão que dá é de que eles sofrem muito, não conseguem ficar com nenhuma menina e, outras vezes, parece que nem gostam de mulher, mas isso é outro papo.

Eles são um reflexo da geração EMO, são idolatrados por adolescentes dos 12 aos 16 anos, dizem que fazem rock e muitos acreditam nisso. Vocês sabem de quem estou falando? Seria o NX Zero o Simple Plan brasileiro?


Razões e Emoções



Welcome to my life



Vocês podem tirar as suas conclusões, mas que eles capricham na maquiagem, na cara de sofrimento e são cuidadosos com o cabelo isso não dá pra discordar.

Além de mim



Shut up




"Não olhe para mim fingindo não saber
Quem realmente sou
Se nada está tão bem, só estou perdendo tempo
Só me responda agora
Eu te fiz feliz?
Fiz feliz?
Todo esse tempo que esteve aqui
Eu te fiz feliz?
Fiz feliz?
Responda...

Tantas vezes você precisou e eu não pude ver
Nada além de mim
Eu não deveria me explicar nem voltar atrás
Pra te convencer que foi só no início

Não fale de nós dois como se fosse fácil
Jogar tudo pro alto
Se nada está tão bem, só estou perdendo tempo
Só me responda agora...
Eu te fiz feliz?
Fiz feliz?
Quando ninguém estava aqui
Eu te fiz feliz?
Fiz feliz?
Se lembra

Tantas vezes você precisou e eu não pude ver
Nada além de mim
Eu não deveria me explicar nem voltar atrás
Pra te convencer que foi só no início

Eu nunca mudei, eu só não estou igual
Ao que conhece
Não tente me entender
Tente ver além do que passou
E por favor responda...

Tantas vezes você precisou e eu não pude ver
Nada além de mim
Eu não deveria me explicar nem voltar atrás
Pra te convencer que foi só no início"

Maicou...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

"Músicas intermináveis"


Outro dia eu estava tocando violão com uns amigos meus e o violão foi rodando de mão em mão, as músicas foram passando, até que alguém começou a tocar a canção "Caleidoscópio" dos Paralamas do Sucesso.

O barato dessa música é que a galera pode fazer o solo de metais com a boca, além de ser uma letra curta e simples - todos cantam juntos. Mas é aí que mora o perigo. Todos cantam juntos, mas ninguém sabe ao certo a hora que ela acaba, nem quantas vezes se repee o verso.

É nesse momento que um infeliz começa: "quem vai pagar as contas desse amor pagão...". Nessa hora a música tem que seguir e o coitado do violeiro vai levando a canção doido pra finalizá-la.




No grupo destas músicas que são quase impossíveis de se terminar estão "Agamamou" do Art Popular, "Mais que Nada" de Jorge Benjor, "Trem das Onze" dos Demônios da Garôa e "Preta Pretinha" dos Novos Baianos.




"Enquanto eu corria
Assim eu ía
Lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Lhe chamar!
Enquanto corria a barca...
Por minha cabeça não passava
Só! Somente
Só!
Assim vou lhe chamar
Assim você vai ser
Só! Só!
Somente
Só!
Assim vou lhe chamar
Assim você vai ser
Só! Somente
Só!
Assim vou lhe chamar
Assim você vai ser
Só! Só!
Somente
Só!
Assim vou lhe chamar
Assim você vai ser...

Eu ía lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Eu ía lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Eu ía lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Eu ía lhe chamar!
Enquanto corria a barca
Lhe chamar!
Enquanto corria a barca...

Abre a porta e a janela
E vem ver o sol nascer...(6x)

Eu sou um pássaro
Que vivo avoando
Vivo avoando
Sem nunca mais parar
Ai Ai!
Ai Ai! Saudade
Não venha me matar
Ai Ai!
Ai Ai! Saudade
Não venha me matar
Ai Ai! Saudade
Não venha me matarAi Ai!
Ai Ai! Saudade
Não venha me matar...
Lhe chamar!"

Maicou...

domingo, 29 de junho de 2008

"Queima de estoque! Grande liquidação de discos!"





Lançado em 2002, o filme brasileiro Durval Discos conta a história de Durval (Ary França) e sua mãe Carmita(Etty Fraser). Os dois moram nos fundos de uma antiga e tradicional loja de discos de São Paulo, porém, em plena era digital, Durval insiste em vender LPs (Long Play, Vinil, Bolachão). O Trailer está disponível no youtube.

O drama se desenvolve a partir da contratação da empregada doméstica Célia (Letícia Sabatella). Ela aparece para trabalhar com sua filha Kiki (Isabela Guasco), mas após o primeiro dia de trabalho a moça desaparece e deixa a menina aos cuidados de Durval e sua mãe. O que eles não contavam era com a surpresa que teriam ao ver o noticiário.

O longa, dirigido por Anna Muylaert, conta também com a participação de Marisa Orth (como a graçonete Elisabeth), Rita Lee (como Tia Julieta), André Abujamra (como Fat Marley) e Theo Werneck (aquele mesmo do extinto "H" da Bandeirantes, como DJ Theo).












Mas por quê um blog sobre música está falando sobre cinema? Ora bolas! Por causa da excelente Trilha Sonora do Durval discos. A abertura traz uma versão gravada pela banda "Os Mulheres Negras" da canção "Mestre Jonas", música que reaparece no filme nos vocais de seus compositores Sá, Rodrix e Guarabyra.

O Longa metragem faz uma espécie de resgate e homenagem às grandes canções brasileiras da década de 70. Fazem parte do filme "Que Maravilha" e "Xica da Silva" de Jorge Ben, "Maracatu Atômico" e "Back In Bahia" na voz de Gilberto Gil e "Madelena", imortalizada na voz de Elis Regina.

Continuando: "Irene" e "Alfômega", cantadas por Caetano Veloso, "Ovelha Negra" de Rita Lee, "Besta é Tu" dos Novos Baianos, "London, London", interpretada por Gal Costa e "Pérola Negra" com Luiz Melodia.

Não faz parte do CD oficial, mas aparece em momentos do filme, as canções “A Tonga da Mironga do Kabuletê” e "Imunização Racional (Que Beleza)". A última abre o volume 1 do disco "Tim Maia Racional"(1975) que, inclusive, é citado no longa além de ser muito procurado até hoje.




Estendendo a análise sobre o filme, percebe-se a crítica à sociedade do efêmero. Como assim? Se na época falava-se que o CD havia matado, velado e sepultado o LP, o que podemos dizer de hoje e da popularização do mp3, com obras sendo deixadas de lado e músicas sendo comercializadas de forma avulsa pela internet. Este é um logo debate que, de uma certa maneira, o longa trabalhou e expôs, quem sabe não seja um bom tema para o próximo “post” – não perca as cenas do próximo capítulo.

Para quer quiser ver o filme, o mesmo está disponível em
DVD, espero que a procura por ele nas locadoras ou nas lojas não seja tão difícil quanto a de quem busca por LPs. Pra quem ainda estiver lendo, o “making of” do filme na seqüência.





“É proibido fumar
Diz o aviso que eu li
É proibido fumar
Pois o fogo pode pegar...

Mas nem adianta
O aviso olhar
Pois a brasa que agora
Eu vou mandar
Nem bombeiro pode apagar
Nem bombeiro pode apagar...

Eu pego uma garota
E canto uma canção
E nela dou um beijo
Com empolgação
Rá!
Do beijo sai faísca
E a turma toda grita
Que o fogo pode pegar
Rá! Ah!...

Nem bombeiro pode apagar
O beijo que eu dei nela assim
Nem bombeiro pode apagar
Garota pegou fogo em mim...

Sigo incendiando
Bem contente e feliz
Nunca respeitando
O aviso que diz
Que é proibido fumar
Rá! Rá! Arrá!
Que é proibido fumar...

Eu pego uma garota
E canto uma canção
E nela dou um beijo
Com empolgação
Rá!
Do beijo sai faísca
E a turma toda grita
Que o fogo pode pegar
Ah! Ah!...

Nem bombeiro pode apagar
O beijo que eu dei nela assim
Nem bombeiro pode apagar
Garota pegou fogo em mim
Sigo incendiando
Bem contente e feliz
Nunca respeitando
O aviso que diz...

Que é proibido fumar!
Rá! Rá! Rá!
Que é proibido fumar!
Uuuuuh!
Que é proibido fumar!
Que é proibido fumar!...”

Maicou...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Jorge Ben - África Brasil


Não deixe de acompanhar mais esta edição (INÉDITA) do podcasting "Sandália e Meia. Desta vez eu comento o álbum "África Brasil" de Jorge Benjor. O disco é um dos mais aclamados da nossa música e reúne inúmeros elementos.

Não perca mais tempo e vista logo sua sandália e a sua meia!


Podcasting Sandália e Meia - África Brasil



1- Ponta de lança africano (Umbabarauma)
2- Hermes Trismegisto Escreveu
3- O Filósofo
4- Meus filhos, meu tesouro
5- O Plebeu
6- Taj Mahal
7- Xica da Silva
8- A história de Jorge
9- Camisa 10 da Gávea
10- Cavaleiro do Cavalo Imaculado
11- África Brasil (Zumbi)


"Como Deus quis e o Diabo deixou!"

Maicou...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jorge Ben - 10 anos depois


Depois do WebTV "Sandália e Meia - Jornalismo Musical e Opinião", chegou a vez do podcasting Sandália e Meia. Nesta edição eu comento e apresento trechos do disco "10 anos depois" de Jorge Benjor. Então não perca tempo e comece a ouvir, mas não se esqueça de colocar a sua sandália e a sua meia.

Podcasting Sandália e Meia - Jorge Ben 10 Anos Depois:




1- Por causa de você (Menina) / Chove Chuva / Mais que nada
2- Agora ninguém chora mais / Charles... anjo 45 / Caramba... Galileu na Galiléia
3- Minha menina / Que Maravilha / Zazueira
4- Bebete vãobora / Crioula / Cadê Tereza
5- País Tropical / Fio Maravilha / Taj Mahal
6- Vendedor de Bananas / Coisa nostra / Bicho do Mato
7- Que nega é essa / Que pena (Ela já não gosta mais de mim) / Dominga
8- Vinheta


"Como Deus quis e o Diabo deixou!"

Maicou...