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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Quem não gosta de samba bom sujeito não é


No dia 2 de dezembro se comemorou o dia do samba e seria muita pretensão da minha parte falar sobre esse maravilhoso gênero musical de uma forma diferente como farei neste post.

Eu sou o samba, a voz do morro sou eu mesmo sim senhor. Quero mostrar ao mundo que tenho valor - eu sou o rei do terreiro.

Eu sou o samba. Sou natural daqui do Rio de Janeiro. Sou eu quem levo a alegria
para milhões de corações brasileiros.

Não, eu não sambo mais em vão. O meu samba tem cordão, o meu bloco tem sem ter e, ainda assim, sambo bem à dois por mim. Bambo e só, mas sambo sim. Sambo por gostar de alguém, gostar.

Quem me ensinou a te dizer "Vem que passa o teu sofrer" foi mais um que deu as mãos entre nós dois. Eu entendo o seu depois, não me entenda aqui por mal, mas pro samba foi vital falar. Me laça a alma, me leva agora já que um bom samba não tem lugar.

Mas prá fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza senão não se faz um samba não! Fazer samba não é contar piada e quem faz samba assim não é de nada, o bom samba é uma forma de oração.

Porque o samba é a tristeza que balança e a tristeza tem sempre uma esperança, a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não! Põe um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem um samba não!

Porque o samba nasceu lá na Bahia e se hoje ele é branco na poesia, se hoje ele é branco na poesia ele é negro demais no coração.

Tem coisas que invadem o coração já disse o joão. Ninguém faz samba porque prefere, sobre o poder da criação, força nenhuma no mundo interfere. E passo a passo foi tomando conta de mim, é coisa fina dj com tamborim - e sabe o que que é isso? A maldição do samba.


"Samba da minha terra" - Novos Baianos






"Samba da minha terra deixa a gente mole
quando se canta todo mundo bole, quando se canta todo mundo bole
Quem não gosta de samba bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do pé
Eu nasci com o samba no samba me criei
e do danado do samba nunca me separei"


Maicou...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Negro é Lindo! - Dia da Consciência Negra



No dia 20 de novembro é celebrado no Brasil o
Dia da Consciência Negra. Esta data foi escolhida, pois foi o dia em que Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares - foi morto.

A música brasileira deve muito aos povos africanos e de pele negra, já que esse papo de raça foi provado que é "balela". O que seria do samba se não fossem os negros? Não seria!

Nesta edição do Podcast Sandália e Meia eu reuní algumas músicas do mestre
Jorge Benjor que, como poucos, sabe cantar a beleza da cor negra. Sem nenhuma espécie de discriminação, Ben exalta as qualidades, a força e a história Negra.

Podcast Sandália e Meia (Dia da Consciência Negra - Jorge Benjor)






Aqui está o link para download do disco "Negro é Lindo" (1971) , uma amostra do trabalho genial de Jorge Benjor, mas assim que possível compre o disco pois vale à pena.


"Negro é lindo
Negro é lindo
Negro é amigo
Negro também é filho de Deus

Eu só quero queDeus me ajude
A ver meu filho nascer e crescer
E ser um campeão
Sem prejudicar ninguém porque

Negro é lindo
Negro é amor
Negro é amigo
Negro também é filho de Deus

Negro também é filho Deus

Preto velho tem tanta canjira
Que todo o povo de Angola
Que todo o povo de Angola
Mandou preto velho chamar eu quero ver

Preto velho dizer
Eu quero ver preto velho cantar e dizer

Negro é lindo
Negro é amor
Negro é amigo
Negro também é filho de Deus"

Maicou...


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Isso que é uma Falcatrua da boa!


Você já ouviu falar da banda Falcatrua? Conheci esse grupo em meados de 2005 através do programa "Alto Falante" da Rede Minas. O quarteto mineiro mistura rock, funk, samba e pop. Suas letras são recheadas de ironia e é disso que o povo gosta! Tem gente que ainda gosta.

O que chamou a atenção no primeiro momento foi a experimentação sonora, as roupas de "leiteiros" ou operários - "sei lá" - e a performance corajosa do vocalista André Miglio. Ele constrói um palanque com cadeiras e as escala para, no alto delas, cantar um trecho da canção "Homem.com".


Homem.com - Falcatrua





Como o áudio não está dos melhores e a letra é algo muito importante nesta música, aí está para você acompanhar. Uma nítida crítica à modernidade, à globalização e à sociedade de consumo.

O homem.com cada vez mais recursos de comunicação
Se esquece da relação.consigo mesmo

A preguiça se instalou na sociedade do capital
E a ansiedade abafou o trabalho manual viceral

O mundo se informou, indecisão, muita opção, delete!
A maior parte da população não tem opção
(bis)

A indiscrepância social é o resultado
Dessa atual conjuntura global planetária!

Na qual todos podem tudo,
Mas ninguém tem nada!


Velha Roupa Colorida - Falcatrua





Esta é uma versão da banda para a canção de Belchior, Velha Roupa Colorida. Esse arranjo se aproxima mais daquele interpretado por Elis Regina, mas com os elementos que compõem a sonoridade "falcatruniana".

O Falcatrua é formado por Anderson Guerra na guitarra, Danilo Guimarães no baixo, Carioca na bateria e, o já citado, André Miglio no vocal.


Tirando as coisa ruim - Falcatrua





O grupo se apresenta bastante na cena independente, onde tem muito destaque. Ao lado de bandas como Móveis Coloniais de Acajú, Vanguart e outras que me fogem a lembrança, o Falcatrua ajuda a redefinir a música brasileira a partir de uma perspectiva inversa.

Como assim? O movimento parte de baixo para cima, de fora para dentro, da periferia para o centro. Neste momento a cena independente se auto-alimenta e se mantém, sem luxo, sem lixo e repleta de possibilidades.

A alternativa à crise do mercado fonográfico é apresentada todo fim de semana através de festivais, da disponibilização de arquivos no formato mp3 e em CDs comercializados em barraquinhas após os shows. As grandes gravadoras é que parecem não querer dar o braço à torcer

Pechincha - Flacatrua






"De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar.

Quanto é que custa uma mente sã e quanto vale sua consiência.

Quantas vidas vendem na televisão
Como vísceras de visão
Quantos amigos vêm e quantos se vão
Quantos sonhos se metamoforsearão.

Pra que chorar o preço da felicidade
Querendo levar vai ter que pechinchar"

Maicou...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Se o caso é chorar


Opa! OPodcasting "Sandália e Meia" vai comentar um disco do cantor e compositor Tom Zé. "Se o caso é chorar" foi lançado em 1972 e carrega toda inteligência musical deste baino de Irará. Com letras debochadas, bem homoradas e outras mais sérias Tom Zé estabelece uma grande obra da MPB brasileira.

Nesta edição eu faço comentários e exibo trechos das canções do "Se o caso é chorar". Com certeza vale muito a pena escutar e ter esse álbum. Você, também, não deve deixar de acompanhar o podcasting, mas antes vista sua sandália e sua meia.


Podcasting Sandália e Meia (Tom Zé - Se o caso é chorar)




01 - Happy end
02 - Frevo (Pecadinho)
03 - A babá
04 - Menina, amanhã de manhã (O sonho voltou)
05 - Dor e dor
06 - Senhor cidadão
07 - A briga do edifício Itália com o Hilton Hotel
08 - O anfitrião
09 - O abacaxi de Irará
10 - O sândalo
11 - Se o caso é chorar
12 - Sonho colorido de um pintor


"Você fala que sim
Que me compreende"

Maicou...