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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Quem não é fã da Mallu Magallhães?"


Música de elevador, de sala de espera e também para se ouvir na cadeira do dentista. As canções de Mallu Magalhães no início são até cativantes, mas não dá pra tolerá-las por muito tempo.

Música para adolescentes, feita por uma adolescente. Muitos podem achar que estou ficando louco, mas a coloco lado a lado com os rapazes do Nx Zero, cujo apelo junto ao público "teen" é grande. A diferença fica em relação a qual público alvo eles atingem.

Mallu Magalhães foi o que o mercado tanto esperava. A garota prodígio que virou sucesso na internet. Identificação com o público, publicidade barata, novidade, música pop, porém não convencional - um prato cheíssimo.

Certa vez, participei de uma oficina ministrada por Patrícia Tavares, proprietária da produtora 'Do Brasil Projetos e Eventos'. Ela comentou que um dos motivos fortes para a cantora Érika Machado fazer parte de sua empresa foi o marketing que ela tinha em Belo Horizonte.

Érika Machado pode ser considerada a precurssora de Mallu, pois também tem uma história de auto-produção musical, mas com a mineira a coisa foi mais doméstica.

Mallu Magalhães é pop, isso não dá pra negar e, em menos de um ano de carreira, tem música em comercial e disco embutido em celular - "é mole?". Deixou a Maria Rita e seus Ipods (Lembra? 2005? Segundo álbum? Críticos?) no chinelo.

Será que Camelo só fará canções para a Mallu agora? IH... Coitada da Maria Rita. Se isso acontecer, aí eu acho "paia". Pra finalizar, quem vai consolar o Hélio do Vanguart, pois eu jurava que ele quem iria ganhar o coração da mocinha monossilábica.

Aliás, já passou da hora de ela começar a falar, contruir orações completas, usar conectivos etc. Isso que dá só tc pelo msn e deixar msg em fotologs, na hora de falar pra valer a coisa não rola; ou será que, como na música, ela só dá entrevista se for em inglês? Fica a dúvida.


Tchubaruba - Mallu Magalhães






"After all the weekend, in a supposed calm
Sunday afternoon
At the moment she could see the moon
When I saw her she was just crying, under my favorite tree

I talked to her and I was trying, to show her what she couldn't see

Behind the flowers in a light she found the sun
Behind the sad I showed her the life is really fun
With some nature together we admire the birds
Collected some different leaves
We realized how amazing the world is...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba

Hey, ha, ho
There's no reason to hide
I could be kind a guide
I could be by her side

Yey, ya yo
She could be just with me
I would be grateful
I would feel... Yes I would feel really...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba
You can tchubadubada

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, yes, you can tchubaduba
Yes you can tchubaduba

Hey, ha, ho
There's no reason to hide
I could be kind a guide
I could be by her side

Yey, ya yo
She could be just with me
And I would be grateful
‘Cause I would feel... Yes I would feel really...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say, tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubadubada"

Maicou...

Meu grande amigo e parceiro musical Renan Cacossi solicitou à minha pessoa que escrevesse este post sobre a Mallu Magalhães. Ela já tinha sido citada aqui algumas vezes, mas nunca falei sobre suas músicas. Na verdade, quis fugir da euforia "Magalhânica", mas ela parece não parar, tão pouco passar.

O post de hoje surge paralelamente ao supranoticiano "affair" entre a adolesente e o ex-Los Hermanos Marcelo Camelo (ou seria Campelo?), mas é óvio que não era sobre isso que eu ia falar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Você é meu amigo de fé, meu irmão camarada"


Pois bem! Uma vez eu estava conversando com um amigo meu, o glorioso Mateus Felipe Pena Câmara, o popular Mateuzão, sobre algumas duplas.

Mas não me refiro a duplas profissionais, sertanejas ou coisas do tipo. A gente falava de associações como queijo e goiabada, pão e manteiga, Bebeto e Romário, Fred e Barnei, Keith Richards e drogas ou mesmo Mike Jaguer e filhos.

Em nossa música há clássicos exemplos de parcerias que deram e dão certo. Roberto e Erasmo Carlos, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, Pedro Luís e a Parede, Rita Lee e Roberto de Carvalho são umas.

Outros exemplos são Paulo Ricardo e Luís Schiavon, Moraes Moreira e Galvão, Baby e Pepeu, Nando Reis e Cássia Eller, Caetano e Gil, Benegão e Marcelo D2 e, por fim mas não por último, Tom Jobim e Vivícius de Morais - se bem que Toquinho e Vinícius eram como unha e carne.


A Felicidade - Toquinho e Vinícius de Morais





Mas o que eu quero destacar neste post são as parcerias mais recentes. A nova geração de artistas da MPB brasileira vira e mexe se junta para uma apresentação aqui e acolá. Regravam composições de um, fazem músicas especialmente para o outro e, neste caminho, consolidam uma parceria.

Este é o caso de Maria Rita e Marcelo Camelo. Em seu primeiro álbum, a filha da cantora Elis Regina interpretou três canções do músico, na época, da banda Los Hermanos. 'Veja bem meu bem', inclusive, fazia parte do álbum 'Bloco do Eu sozinho', lançado pelo grupo carioca em 2001. 'Cara Valente' e 'Santa Chuva' foram as outras composições de Camelo presentes no disco de Maria Rita.

Em seu segundo trabalho, entitulado 'Segundo', Maria Rita regravou 'Casa pré-fabricada', também faixa do disco 'Bloco do Eu sozinho', e interpretou a canção 'Despedida', ambas de Marcelo Camelo. Os dois não pararam por aí e também subiram aos palcos prolongando a parceria.


'Carinhoso' e 'A outra' - Maria Rita e Marcelo Camelo





Mas essa geração dos anos 2000 é osso duro de roer. A idéia hoje em dia é de se fazer projetos - os quantos forem possíveis e necessários. É o caso de Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart). Os dois estão entre as principais revelações da música tupiniquim, como emergentes da cena independente e não perderam tempo.

Colocados como representates da música Folk brasileira, pelo menos da nova geração, os dois já estão com um projeto neste gênero musical e também já subiram ao palco para cantarem juntos.

The Last Time I Saw You - Mallu Magalhães & Helio Fanders





Há também as parcerias que são inevitáveis, pois na verdade são encontros. Mariana Aydar e Roberta Sá são dois nomes que, para o bem da nossa música e do samba, surgiram no Brasil mais recentemente. As duas também cantam juntas, esbanjam talento e mostram que rivalidade é coisa da época áurea do rádio com Martinha e Emilinha.

Eu sambo mesmo - Mariana Aydar e Roberta Sá






"Há quem sambe muito bem
Há quem sambe por gostar
Há quem sambe por ver os outros sambar

Mas eu não sambo para copiar ninguém
Eu sambo mesmo com vontade de sambar
Porque no samba eu sinto o corpo remexer
E é só no samba que eu sinto prazer

Há quem não goste de samba, não dá valor, não sabe compreender
O samba quente, harmonioso e buliçoso
Mexe com a gente e dá vontade de viver

A minoria diz que não gosta mas gosta
E sofre muito quando vê alguém sambar
Faz força, se domina, finge não estar
Tomadinho pelo samba, louco pra sambar"

Maicou...